Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa política de privacidade.Política de Privacidade
ACEITO

Preparado para o futuro 4.0? | Bresimar Automação

 

Blog

Voltar

Preparado para o futuro 4.0? Descubra agora.

"A importância da digitalização na indústria transformadora, nos próximos anos, irá revelar quem está preparado para a fábrica do futuro".

                                                                                                                                            Carlos Breda, CEO do Grupo Bresimar

 

O futuro está na digitalização da produção. Esta é uma das frases que mais se tem ouvido e lido nos últimos anos, em especial nestes últimos quase dois anos em que nos deparámos com uma pandemia global, que obrigou literalmente todas as empresas a dar um passo à frente.

Com a necessidade de colocar grande parte dos funcionários a trabalhar a partir de casa para cumprir o distanciamento social e as regras de segurança exigidas no combate à pandemia, a internet assumiu um papel fundamental para as empresas continuarem a produzir, mesmo à distância [1]. Nas linhas de produção, a segurança de cada funcionário colocou em marcha mudanças nos horários dos turnos, alterações nos planos de produção, recursos a lay-offs, entre tantos outros problemas que pareciam inultrapassáveis e com os quais as empresas tiveram que se deparar.

O conceito de trabalho mudou radicalmente. E a forma de abordar o posicionamento no mercado e as perspetivas para o futuro, também. Todas estas mudanças sociais e económicas forçaram as empresas que ainda não o tinham feito, a abraçarem forçosamente o digital, para conseguirem sobreviver. Outras terão investido em soluções para fazer face à sua capacidade de resposta perante o imprevisível. Mas esta terá sido apenas uma pequena amostra do que está para vir no futuro. Terão as empresas a capacidade para rapidamente se adaptarem a mudanças repentinas, como as que assistimos recentemente, nos mais diversos contextos socioeconómicos?

Indústria 4.0Fonte da imagem: Freepik 

 

Tendo em conta que as duas próximas gerações a entrar em força no mercado de trabalho – a geração Z (em crescimento no mercado, para os nascidos a partir de 1995) e a geração Alpha (nascidos a partir de 2010), são já nativos digitais, todas as empresas enfrentarão em poucos anos um patamar de exigência muito superior ao já verificado no presente. Esta exigência estende-se, em particular, a todos os profissionais que constituem atualmente a grande fatia da força de trabalho. Estes, os pertencentes à geração X - nascidos entre 1960 e 1980 e à geração Y - nascidos entre 1981 e 1995) terão pela frente um desafio sem precedentes: ter os olhos sempre colocados no futuro, um futuro que se avizinha ser de grande crescimento tecnológico, e para o qual deverão responder eficazmente, considerando as necessidades das próximas gerações.

No mais recente livro Marketing 5.0, o autor Philip Kotler (2021) refere que “O principal interesse e preocupação destas duas gerações (Geração Z e Alfa), as mais jovens de todas, aponta em duas direções: a primeira consiste em trazer mudanças positivas para a humanidade e em melhorar a qualidade de vida; a segunda visa impulsionar ainda mais o desenvolvimento tecnológico em todos os aspetos da vida humana.” O desenvolvimento tecnológico será então o foco e, acima de tudo, a principal exigência destas novas gerações.

 

Estarão as empresas e os atuais líderes e gestores preparados para responder apropriadamente?

 

Flexibilidade e autonomia. Duas das palavras-chave que têm vindo a assumir um papel crucial para as empresas que querem estar um passo à frente na resposta a um mercado cada vez mais exigente e avançado tecnologicamente. São, portanto, dois conceitos fundamentais quando se fala no presente e no futuro da automação, uma área em franco desenvolvimento e na qual as empresas investem cada vez mais.

O ano de 2020 ficou marcado por uma aceleração exponencial na adoção de tecnologias de automação por parte de empresas, em grande parte, devido aos efeitos da Covid-19. Particularmente, das tecnologias que oferecem opções de escalabilidade e implantação rápida, ou seja, soluções que suportam um aumento crescente de processamento, sem que o seu desempenho piore ao ponto de pôr em causa a sua utilização. De acordo com o estudo da Global Intelligent Automation 2020 da Deloitte [2], realizado a 441 executivos de diversas indústrias de 29 países (incluindo Portugal), durante este mesmo ano, 73% das organizações recorreram a tecnologias de automação inteligente, contra os 58% registados em 2019. No que concerne à preparação das organizações para colocar em prática uma “estratégia robusta e holística”, o estudo mostra que apenas “26% das organizações se encontram no início da jornada e 38% das que já a implementaram, têm uma estratégia clara de automação inteligente para toda a empresa”.

Para Nelson Fontainhas, Partner da Deloitte, apesar de muitas empresas terem vindo a beneficiar dos investimentos feitos em automação, continua a haver muitas barreiras que impedem a adoção de um plano de automação em grande escala, considerando para tal duas principais razões: a fragmentação de processos e a falta de preparação para incorporação destas tecnologias na arquitetura IT. Refere ainda que “As respostas deste estudo mostraram também uma maior prevalência de resistência à mudança, pelo que é fundamental preparar bem esta transição e aproveitar todas as vantagens da automação para as organizações e, claro, também para as pessoas que nelas trabalham” [3].

 Banner Engineering

Fonte da imagem: Banner Engineering

 

Está pronto para acelerar a digitalização da sua empresa?

 

E se os materiais e equipamentos pudessem estar todos interligados através da internet, trabalhando como um ecossistema? O objetivo? Uma produção massiva, sustentável ambientalmente, personalizada, altamente flexível e autónoma. Esta é já uma realidade para algumas empresas. A 4ª Revolução Industrial está aí. Apesar de o conceito ter tido origem já há anos, para alguns profissionais só agora começa a tomar verdadeiramente os primeiros passos. Alguns especialistas discordam e acreditam não ser ainda uma realidade. Opiniões à parte, a verdade é que o conceito de Indústria 4.0 já é amplamente falado e discutido e promete ser um fenómeno "diferente de tudo o que a humanidade já experimentou" até hoje, palavras de Klaus Schwab, presidente do Fórum Económico Mundial [4]. Neste artigo vamos explorar um pouco este tema e explorar algumas das suas vantagens para o mercado atual.

 

Indústria 4.0 – a revolução do presente e do futuro

 

Além de conectar as pessoas, a Internet também conecta dispositivos e máquinas – a este processo de interligação chamamos IoT ou Internet Of Things. Em contexto industrial, nas fábricas inteligentes, tudo estará conectado sem fios, numa simbiose perfeita, atuando de forma cooperativa e automática, e prevendo até eventuais disfunções [5]. Segundo Phillip Kotler (2021) [6], a Internet das Coisas acabará por se tornar a coluna vertebral da automação. Esta é a base do nascimento da chamada 4ª revolução industrial e está ligada ao conceito de Indústria 4.0, que promete revolucionar o modo como trabalharemos no futuro. As três revoluções anteriores foram igualmente marcadas por grandes mudanças no desenvolvimento da sociedade:

 

1ª revolução industrial (1760-1840) – ocorreu na segunda metade do século XVIII, e ficou marcada pela introdução das máquinas nos processos produtivos, assim como pelo fabrico de produtos químicos e expansão do transporte de pessoas e produtos, principalmente por ferrovias e navios a vapor.

2ª revolução industrial (1850-1945) – caracterizada pelo desenvolvimento das indústrias química, elétrica, de petróleo e aço, e progresso dos meios de transporte e comunicação. Este período assistiu a numerosas invenções: navios de aço, avião, telefone, produção em massa (linha de produção), energia elétrica e enlatamento de alimentos. Os automóveis passam a ter supremacia em centros urbanos, no transporte particular de pessoas, pelo seu custo reduzido, sendo também usados para transporte de cargas.

3ª revolução industrial (1950-2010) – ficou marcada pela substituição gradual da mecânica analógica pela digital, pelo uso de microcomputadores e criação da internet (1969). Foi igualmente neste período que surgiram novas fontes de energia: nuclear, solar, eólica e desenvolvimento da engenharia genética e biotecnologia, e também os agora indispensáveis telemóveis.

A 4ª Revolução industrial surgiu em 2011 na Alemanha, na Feira Hannover Messe, como uma iniciativa académica conjunta com a indústria e o governo [7]. Segundo o artigo A Step Approach to Industry 4.0 [8], a abordagem à Indústria 4.0 pode tornar-se num processo intimidante. O autor David Greenfield refere que o termo “Indústria 4.0 é um dos mais pesquisados na área da digitalização industrial. Menciona também que, segundo dados do Google Trends, a frase mais pesquisada neste motor de pesquisa é “O que é a Indústria 4.0?”. Este comportamento leva-nos a crer que, apesar de todo o interesse gerado em torno do conceito, ainda permanecem muitas dúvidas acerca do seu verdadeiro significado e de que forma pode ser implementado. 

Revoluções industriais

 Fonte da imagem: wertambiental


A viagem do sensor à nuvem: como apanhar o comboio de alta velocidade da 4ª revolução industrial?

 

A digitalização é, sem dúvida, o primeiro passo a tomar para começar a dar os primeiros passos na Indústria 4.0. Ao perspetivar o uso de tecnologias digitais no seu negócio, está a contribuir para gerar novas receitas e oportunidades de criação de valor, aumentando a sua competitividade [9]. A digitalização é um processo obrigatório para a sobrevivência das empresas, sendo que as ferramentas para o fazer estão ao seu dispor. Podem, no entanto, surgir algumas questões: Por onde começar? Quanto me vai custar? Que tipo de tecnologia utilizar?

Obter o feedback do seu processo e a resposta a todas estas questões é mais fácil do que imagina. Coletar, reunir e analisar dados não são mais tarefas difíceis e dispendiosas. Hoje em dia é possível conectar diversos equipamentos e reunir um conjunto de dados aos quais poderá ter acesso a partir de qualquer lugar, a qualquer hora do dia, através de uma plataforma de armazenamento de dados – a cloud.

A transformação das conexões físicas dos seus equipamentos em conexões wireless é agora possível e traz uma evolução significativa no que respeita ao controlo e monitorização dos processos nos mais diversos contextos industriais. Os dados recolhidos são convertidos em informação otimizada e compreensível para a tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e produtivas para as organizações industriais.

A IoT está a ajudar as empresas a alcançar níveis sem precedentes de eficiência e competitividade. A digitalização do seu negócio vai permitir-lhe obter os seguintes benefícios:

  • Coletar dados de máquinas e sistemas em execução
  • Visualizar e analisar dados em tempo real
  • Receber notificações e alarmes em tempo real
  • Aumentar o OEE (overall equipment efficiency)
  • Reduzir o desperdício e produtos não conformes
  • Apostar na manutenção preventiva e na redução do tempo de inatividade
  • Acelerar o desenvolvimento de novos produtos e a sua mais rápida disponibilização
  • Maximizar os lucros
  • Acelerar a qualificação dos recursos humanos


"A Indústria 4.0 é uma tentativa de reganhar competitividade, tendo por base a construção de uma plataforma tecnológica avançada, fortemente alicerçada na digitalização total, na robotização, na adoção de IA, tecnologias distribuídas, etc, com o objetivo de digitalizar a cadeia logística e a tornar capaz de analisar cenários e decidir, aplicando técnicas avançadas de logística" Norberto Pires (2020) [10].
                                                                                                 

                                                                                           

O conceito de Indústria 4.0 envolve muitas áreas da automação e serve muitos e variados contextos industriais. Temas como a Digitalização total, Robótica, Inteligência Artificial, Big Data, Cloud, IoT, etc, evoluem diariamente, e trazem, de uma forma contínua, novas perspetivas ao que já conhecemos nesta área.

 

Denso Robotics

 

Por essa razão, nós, Grupo Bresimar, enquanto fornecedores de equipamentos há 38 anos, distribuidores e parceiros de marcas internacionalmente reconhecidas como a Beckhoff, Beijer, Banner, Turck, Denso Robotics, Siemens, Oriental Motor, Fluke, Red Lion, entre outras, e especialistas no desenvolvimento de soluções integradas de automação, temos como missão focar a nossa estratégia no futuro. Reinventamos constantemente as nossas metodologias, de forma a estarmos cada vez mais próximos dos nossos clientes e das suas reais necessidades.

Hugo Oliveira, Diretor de Marketing do Grupo Bresimar, sublinha que “vivemos uma oportunidade única de repensar os nossos processos e desafiar os modelos estratégicos atuais, de forma a inovar na forma de fazer negócio e investir os recursos – não apenas para a sobrevivência dos mesmos, mas para que estes prosperem num mundo em constante transformação.” Temos como objetivo muito claro desempenharmos um papel ativo na transformação do tecido empresarial português e contribuirmos para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e das empresas. Para tal, “percorremos o nosso caminho estratégico da digitalização de processos e serviços, da implementação da inteligência artificial como elemento diferenciador para a tomada de decisão e da implementação de ferramentas que possam acrescentar conhecimento, informação e valor aos diferentes pontos de contacto com os nossos clientes”. Estamos por isso preparados para o ajudar a tornar os seus processos mais eficientes, mais sustentáveis e com maior controlo de performance e custos.

 

À semelhança do conceito IoT, a nossa equipa funciona como uma fábrica inteligente. Cada elemento está conectado a todos os outros, trabalhando como um ecossistema para lhe dar a solução mais rápida, eficiente, flexível e autónoma.

 

Consulte-nos, fique a conhecer as nossas soluções e prepare-se para abraçar o futuro!


Turck

  Fonte da imagem: Turck

 

Referências:

[1] Geretz, C. (2020). Industry 4.0: Thriving Through Transformation. Acedido em 7 de julho de 2021, em https://www.automationworld.com/factory/iiot/article/21142707/industry-40-thriving-through-transformation
[2] Deloitte University EMEA CVBA (2020). Automation with Intelligence. Acedido em 9 de julho de 2021, em https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/pt/Documents/Hottopics/DI_Automation-with-intelligence.pdf 
[3] Deloitte (2021). Pandemia causa aumento significativo na adoção de tecnologias de automação, revela estudo. Acedido em 9 de julho de 2021, em https://www2.deloitte.com/pt/pt/pages/about-deloitte/articles/Deloitte-Intelligent-Automation-2020-pressrelease.html
[4] Santos, L. (2019). Quarta Revolução Industrial já está em vigor e deve mudar a realidade que conhecemos. Revista Brasileira de Administração nº132, p.24. Acedido em 12 de julho de 2021, em https://online.flippingbook.com/view/444900/22/
[5] Video acedido em https://youtu.be/HPRURtORnis
[6] Kotler, P. (2021). Marketing 5.0 – Tecnologia para a Humanidade. Actual Editora, p.52.
[7] CFA - Conselho Federal de Administração (2019). Conheça as quatro Revoluções Industriais que moldaram a trajetória do mundo. Acedido em 9 de julho de 2021, em https://cfa.org.br/as-outras-revolucoes-industriais/
[8] Greenfield, D. (2020). A Step Approuch to Industry 4.0. Acedido em 12 de julho de 2021, em https://www.automationworld.com/factory/iiot/article/21135339/a-step-approach-to-industry-40
[9] TruQC LLC (2021). Digitization vs. digitalization: Differences, definitions and examples. Acedido em 12 de julho de 2021, em https://www.truqcapp.com/digitization-vs-digitalization-differences-definitions-and-examples/
[10] Bresimar Automação (2021). Revista Técnica Nº2, Aveiro. Acedido em 9 de julho de 2021, em https://www.bresimar.pt/download.php?fd=181&key=054910d71d639606df63834ecb696762. Norberto Pires, Biografia disponível em https://www.jnorbertopires.pt/apresentacao/